Como é a viagem
De Belo Horizonte o voo para Mendoza faz uma conexão, em São Paulo, em Buenos Aires ou em Santiago, conforme a data; a viagem inteira leva em geral de oito a doze horas, e a consultora confere a melhor combinação para a sua semana. O aeroporto, El Plumerillo, fica a uns 8 km do centro, de 15 a 25 minutos de transfer até os hotéis. Quatro noites dão conta, conforme o horário do voo: um dia de vinícolas em Luján de Cuyo ou Maipú, um dia no Valle de Uco, um dia de Alta Montanha e meio dia para a cidade; com cinco entra Cacheuta ou mais um dia de vinho. Não precisa de carro: os passeios de vinícola e de montanha costumam buscar no hotel, a consultora confirma o ponto de encontro de cada um, e na cidade se anda a pé e de táxi. Quem vai beber não dirige, e por isso o passeio com motorista é o que mais indicamos.
As regiões do vinho, de perto
- Luján de Cuyo: a uns 20 km do centro, o berço do Malbec argentino, com as vinícolas tradicionais e as mais conhecidas da região, em Vistalba, Agrelo, Perdriel e Drummond; visita com degustação e almoço olhando os Andes. É o passeio de vinho mais procurado.
- Maipú: a uns 15 km, a região mais perto da cidade, com vinícolas antigas, museus do vinho e as fábricas de azeite; é onde se faz o passeio de bicicleta entre as vinícolas, para quem quer um dia mais solto.
- Valle de Uco: de uma hora e meia a duas horas ao sul, conforme a vinícola, em Tupungato, Tunuyán e San Carlos, as vinícolas de arquitetura moderna, com os vinhedos mais altos e a cordilheira mais perto; o almoço harmonizado, com um vinho para cada prato, é o ponto alto do dia. Vale reservar com antecedência, porque as vinícolas recebem com hora marcada.
- Chacras de Coria: a vila de ruas arborizadas e casarões em Luján de Cuyo, com restaurantes, feira de domingo e pousadas entre parreiras; é a opção para quem prefere ficar perto das vinícolas e longe do centro.
Passeios que valem
- Alta Montanha: a estrada que sobe pela Ruta 7 rumo ao Chile, passando pela represa de Potrerillos, por Uspallata, pela Puente del Inca, a ponte natural de pedra colorida pelas águas termais, e pelo mirante do Aconcagua, que com 6.961 metros é o pico mais alto das Américas; no verão, quando a neve deixa, a estrada chega ao Cristo Redentor, na fronteira, a uns 3.800 metros. Dia inteiro, com saída cedo e uns 360 a 400 km de ida e volta.
- Termas de Cacheuta: a uns 40 km, as piscinas de água termal com vista para a montanha e o rio Mendoza, com o parque de água termal e, à parte, o spa do Hotel Termas Cacheuta, com reserva; meio dia ou dia inteiro, bom para o dia depois da montanha.
- Cidade: a Plaza Independencia e as quatro praças em volta, a rua Arístides Villanueva com os bares e restaurantes, o Parque General San Martín, com o lago e o Cerro de la Gloria e a vista da cidade e da cordilheira, e o Mercado Central; meio dia a pé.
- Potrerillos: a represa de água turquesa a uma hora da cidade, com rafting no rio Mendoza, cavalgada e trilha para quem quer um dia de aventura.
- Vendimia: a Fiesta Nacional de la Vendimia, no primeiro fim de semana de março, com o desfile das rainhas, a Bênção dos Frutos e o espetáculo no teatro ao ar livre do Parque San Martín; a cidade enche, e a hospedagem precisa ser garantida com meses de antecedência.
- Neve: no inverno, Penitentes, a duas horas e meia na estrada da Alta Montanha, voltou a funcionar como centro de esqui em 2026, depois de anos fechado, e ao lado Los Puquios é o parque de neve para brincar; Las Leñas, a umas cinco horas, é a estação grande, e é outra viagem. Mendoza é mais vinho que esqui; se a ideia é esquiar, a gente monta outro roteiro.
Onde ficar
No centro, perto da Plaza Independencia e da Arístides Villanueva, ficam os hotéis que mais indicamos: os de rede e os clássicos, com os restaurantes e as praças a pé e o ponto de encontro da maioria dos passeios perto; é a base de quase todo pacote que montamos. Em Chacras de Coria e Luján de Cuyo, as pousadas e os hotéis entre vinhedos, para casal que quer sossego e café da manhã olhando a parreira, com a cidade a uns 20 minutos de táxi. Os hotéis que nossos clientes mais escolhem aparecem nas saídas com data marcada aqui embaixo, com fotos e descrição.
Comer e beber
O Malbec, claro, mas também o Cabernet, o Bonarda e o Chardonnay do Valle de Uco, nas degustações e nos almoços de vinícola. As empanadas mendocinas, de carne cortada à faca, o asado e o chivo, o cabrito da região; o locro, o ensopado de milho, feijão e carne, e a humita, de milho verde. Nas vinícolas, o almoço harmonizado é um programa de umas três horas. Na cidade, os bares e os restaurantes da noite ficam na mesma rua, perto dos hotéis do centro, e o azeite de Maipú vai para a mala.
Quando ir
Mendoza tem clima seco e as quatro estações, com sol na maior parte dos dias do ano. O outono (março a maio) é a época mais procurada por quem gosta de vinho: a colheita de fevereiro a abril, a Vendimia no início de março e os vinhedos amarelos e vermelhos em abril. A primavera (setembro a novembro) tem dias amenos e a cordilheira ainda nevada ao fundo. No verão (dezembro a fevereiro) faz calor de dia, acima de 30 graus, com noites frescas; é quando, se a neve deixa, a estrada da Alta Montanha vai até o Cristo Redentor. No inverno (junho a agosto) faz frio, com noites perto de zero e dias de sol, e a montanha fica branca; parte da estrada alta pode fechar por neve, e a consultora confere.
Antes de ir
- Documento: brasileiro entra na Argentina sem visto, com passaporte válido ou com RG (ou a nova CIN) em bom estado e com menos de dez anos de emissão; CNH não vale. Criança que viaja sem um dos pais, ou sem os dois, precisa de autorização; a consultora orienta.
- Dinheiro: o peso argentino. Cartão de crédito e de débito passam em hotéis, vinícolas e na maioria dos restaurantes; para feiras, táxis, gorjetas e comércio pequeno, troque um pouco de real ou dólar em casa de câmbio oficial. A consultora explica o que está valendo na sua semana.
- Altitude e sol: a cidade fica a uns 750 metros, sem incômodo para a maioria; na Alta Montanha o passeio passa dos 2.700 metros na Puente del Inca, e quem é sensível pode sentir dor de cabeça; vá devagar, beba água e evite exagerar no vinho na véspera. O sol é forte e o ar é seco: protetor, óculos e hidratante.
- Roupa: em qualquer estação, casaco para a montanha, que é bem mais fria que a cidade; no inverno, casaco de verdade, luva e gorro para a Alta Montanha. Sapato fechado para andar entre as parreiras.
- Fuso e tomada: o horário é o mesmo de Brasília. A tomada é diferente da brasileira e a rede é de 220 V; leve adaptador e confira se o carregador é bivolt.
- Vinho na mala: as vinícolas vendem e muitas despacham; na bagagem despachada vai com embalagem própria, e na volta ao Brasil o limite na bagagem é de 12 litros de bebida por pessoa, dentro da cota de isenção da Receita; a consultora explica como funciona.
O que a Oito resolve para você
- O voo de Belo Horizonte: a conexão e o horário que casam melhor com a diária do hotel e com o primeiro passeio.
- Hotel escolhido pelo perfil: no centro para quem quer os bares e as saídas a pé, entre vinhedos em Chacras de Coria para casal que quer sossego.
- Vinícolas, Valle de Uco e Alta Montanha na ordem que faz sentido, com o almoço na vinícola marcado na hora certa.
- Transfer e passeios reservados com quem a gente já conhece por lá.
- Acompanhamento durante a viagem, com gente que atende quando o voo muda.
Perguntas frequentes
Tem voo direto de Belo Horizonte?
Não; o voo faz uma conexão, em São Paulo, em Buenos Aires ou em Santiago, conforme a data, e a viagem leva em geral de oito a doze horas. Na loja a gente olha as opções das suas datas.
Que documento precisa?
Brasileiro não precisa de visto; entra com passaporte válido ou com RG (ou CIN) em bom estado e com menos de dez anos de emissão. CNH não vale.
Quantas noites ficar?
Quatro noites dão conta de Luján de Cuyo ou Maipú, do Valle de Uco, da Alta Montanha e da cidade; com cinco entra Cacheuta ou mais um dia de vinícola. Com três dá para fazer vinho e montanha, sem o Valle de Uco.
Precisa gostar de vinho?
Ajuda, mas não é obrigatório: a cordilheira, a Alta Montanha, Cacheuta e a comida já valem a viagem, muitas vinícolas recebem bem quem não bebe, e algumas oferecem suco de uva ou degustação de azeite.
Mendoza ou Santiago?
Santiago tem as estações de esqui a uma hora e pouco da cidade no inverno, Valparaíso e as vinícolas do Chile; Mendoza é mais vinho, mais tranquila e com a montanha mais perto. Muita gente faz as duas na mesma viagem, atravessando a cordilheira de avião, e a consultora monta o roteiro.
É bom para ir com criança?
Dá, mas é viagem de adulto: muitas vinícolas recebem família e algumas têm atividade para criança, e Cacheuta, Potrerillos e a montanha agradam; o almoço longo na vinícola, nem tanto. A consultora monta os dias pensando nisso.