Como é a viagem
De Belo Horizonte o voo para Miami faz uma conexão, em geral em São Paulo ou em Campinas, e às vezes no Panamá; o trecho sem escalas do Brasil até Miami leva de oito a nove horas, e a viagem inteira fica entre onze e dezesseis horas, conforme a espera na conexão. Em algumas épocas a Azul voa direto de Confins para Fort Lauderdale, a uma hora de Miami, e a consultora confere se tem na sua data. O aeroporto de Miami fica a uns 15 km de South Beach, de 20 a 40 minutos de transfer conforme o trânsito; alguns voos chegam por Fort Lauderdale, a uns 50 km ao norte, perto de uma hora. Sete noites funcionam bem: dois ou três dias de praia, um de compras, um de Downtown e Wynwood com o passeio de barco, um de Everglades ou Key West; com dez, entra Orlando. Carro ajuda em Miami, porque a cidade é espalhada, mas quem fica em South Beach e usa aplicativo se vira bem; para Orlando e para os outlets, o carro compensa.
A cidade, de perto
- South Beach: a ponta sul de Miami Beach, com a Ocean Drive e os prédios art déco, a praia larga de areia branca e os guarda-sóis coloridos, a Lincoln Road de lojas e restaurantes e a Española Way; é onde quase todo mundo quer ficar na primeira viagem.
- Mid-Beach e a Collins Avenue: a avenida que sobe pela praia, com os hotéis grandes de frente para o mar, mais tranquila que South Beach e com a praia na porta; é a base de boa parte dos nossos pacotes.
- Downtown e Brickell: os arranha-céus, o Bayside Marketplace à beira da baía, de onde saem os barcos, e a Miami de negócios, com os bares e restaurantes de Brickell à noite e o Downtown mais vazio depois do horário comercial; o Metromover, o trenzinho elevado gratuito, liga tudo isso.
- Wynwood: o antigo bairro de galpões que virou o bairro dos murais, com as Wynwood Walls, as galerias, as cervejarias e os cafés; meio dia a pé, de preferência de manhã, antes do calor.
- Little Havana: a Calle Ocho, com o café cubano no balcão, as fábricas de charuto, o Parque do Dominó e os restaurantes cubanos; o Versailles é a parada clássica para o almoço.
- Coral Gables e Coconut Grove: os bairros de ruas arborizadas e casas mediterrâneas, com a Miracle Mile, a Venetian Pool e, no Grove, a marina e o Vizcaya, a mansão com jardins à beira da baía.
- Key Biscayne: a ilha ligada por ponte, com o parque Bill Baggs e o farol, a praia de Crandon Park e a vista dos prédios de Brickell do outro lado da baía; meio dia de praia mais calma.
Passeios que valem
- Passeio de barco pela baía: sai do Bayside e dá a volta pela Biscayne Bay, passando pelas ilhas com as casas das celebridades, o porto dos cruzeiros e a vista do Downtown; uma hora e meia, bom no fim da tarde.
- Everglades: a uma hora de carro, o pântano com o passeio de aerobarco entre os jacarés, as garças e o capim alto; meio dia, e as crianças adoram.
- Key West: a quatro horas pela Overseas Highway, a estrada sobre o mar que liga as ilhas das Keys, com a ponte de sete milhas; a cidade tem as casas de madeira, a casa de Hemingway, o marco do ponto mais ao sul dos Estados Unidos continentais e o pôr do sol na Mallory Square. Dá para fazer em um dia longo, mas vale uma noite lá.
- Orlando: a quatro horas de carro, os parques da Disney e da Universal; é o roteiro Miami com Orlando, de dez a quatorze noites, que a gente mais monta para família.
- Compras: o Dolphin Mall, o outlet perto do aeroporto, e o Sawgrass Mills, o outlet gigante a uns 50 minutos de South Beach, para marcas com desconto; o Aventura Mall e o Bal Harbour Shops para as lojas de grife; a Lincoln Road para andar e comprar. Os preços são sem o imposto, que entra no caixa (7% em Miami-Dade), e vale deixar espaço na mala e lembrar da cota da Receita (veja em Bagagem).
- Bate-volta a Bimini, nas Bahamas: o barco rápido sai de Fort Lauderdale cedo e volta à noite, com praia e cassino na ilha; é um dia longo, para quem quer colocar outro país na viagem sem trocar de hotel, e para voltar aos Estados Unidos leve o passaporte com o visto válido.
Onde ficar
Em South Beach ficam os hotéis que mais indicamos para casal e amigos: a praia, a Ocean Drive e a Lincoln Road a pé, e a noite na porta; é a parte mais cara e mais agitada. Na Collins Avenue, em Mid-Beach, os hotéis de praia maiores, com piscina e mais sossego, para família. No Downtown e em Brickell, os hotéis de rede com vista para a baía, bons para quem vai embarcar em cruzeiro ou quer ficar entre a praia e as compras. E perto do aeroporto, os hotéis mais em conta, para quem chega tarde, vai alugar carro e seguir para Orlando no dia seguinte. Os hotéis que nossos clientes mais escolhem aparecem nas saídas com data marcada aqui embaixo, com fotos e descrição.
Comer e beber
A comida cubana da Little Havana: o sanduíche cubano, o arroz com feijão preto, a ropa vieja e o café cubano, pequeno e doce. O peixe e o camarão nos restaurantes da praia e da baía, o ceviche e a comida peruana e colombiana, que Miami tem em toda parte; as garras de stone crab, da temporada de meados de outubro ao começo de maio; e a key lime pie, a torta de limão das Keys. As porções são grandes, e a gorjeta de 18 a 20% é esperada e em geral não vem na conta; em South Beach muitos restaurantes já incluem a taxa de serviço, então confira antes de somar de novo. Para o café da manhã, as padarias cubanas e os diners americanos.
Quando ir
Miami é quente o ano inteiro. De dezembro a abril é a melhor época: seco, de 18 a 27 graus, com uma ou outra frente fria e o mar mais fresco em janeiro; é também a alta temporada, com diárias mais altas, e o Natal, o Ano Novo e o spring break de março cheios. De maio a novembro faz calor úmido, perto dos 30 graus ou acima, com pancada de chuva no fim da tarde que passa rápido, e as diárias caem; é quando a maioria das famílias vai, nas férias de julho. A temporada de furacões vai de junho a novembro, com mais força de agosto a outubro: a maioria das viagens passa sem sentir, mas vale acompanhar a previsão, e o seguro viagem com cobertura de cancelamento deixa de ser detalhe nesses meses.
Antes de ir
- Visto: brasileiro precisa do visto americano de turismo (B1/B2), com entrevista no consulado na maioria dos casos (algumas renovações dispensam), e o agendamento pode levar de semanas a alguns meses, conforme o consulado; é a primeira coisa que a gente confere, porque é o visto que define se a viagem cabe na sua data. Quem já tem visto confere a validade do visto e do passaporte, que precisa cobrir toda a viagem. Criança viajando sem um dos pais precisa de autorização.
- Seguro viagem: não é exigido para entrar, mas hospital nos Estados Unidos custa caro e a gente recomenda sempre; a consultora cota junto com a viagem.
- Dinheiro: o dólar. Cartão passa em quase tudo, até no estacionamento; leve um pouco em espécie para gorjeta e pequenas compras. A gorjeta é esperada em restaurante, táxi e hotel.
- Carro: a CNH brasileira válida, a física, serve para dirigir como turista, e para alugar vai junto com o passaporte e um cartão de crédito no nome do motorista; a permissão internacional (PID) evita dor de cabeça e algumas locadoras pedem, e a consultora orienta. Os pedágios são eletrônicos e a locadora cobra pelo programa dela (SunPass ou similar), com uma taxa por dia, que a consultora mostra antes. O estacionamento em South Beach é caro e difícil.
- Fuso e tomada: Miami está uma hora atrás de Brasília no horário de verão deles, de março a começo de novembro, e duas no resto do ano. A tomada é de dois pinos chatos e a rede é de 120 V: carregador de celular e notebook funcionam com adaptador de pinos, secador e chapinha de 127 V ou bivolt também; aparelho só de 220 V não funciona.
- Bagagem: para os Estados Unidos a mala despachada é de 23 kg, e quantas entram depende da tarifa; a consultora confere na hora de emitir. Na volta, a cota de compras é de mil dólares por pessoa na bagagem, e o que passa paga imposto na alfândega.
- Sol: forte o ano todo, com a praia sem sombra; protetor, boné e água, e cuidado com a correnteza, que tem bandeira na praia.
O que a Oito resolve para você
- O visto antes de tudo: a gente confere a sua situação e orienta o pedido e a entrevista, para escolher a data da viagem com folga.
- O voo de Belo Horizonte: a conexão e o horário que casam melhor com a sua data e com o hotel.
- Hotel escolhido pelo perfil: South Beach para casal e amigos, Collins Avenue para família, Downtown para quem vai de cruzeiro, aeroporto para quem segue para Orlando.
- Miami com Orlando na ordem que faz sentido, com o carro ou o transfer entre as duas.
- Transfer e passeios reservados com quem a gente já conhece por lá.
- Acompanhamento durante a viagem, com gente que atende quando o voo muda.
Perguntas frequentes
Precisa de visto?
Precisa, o B1/B2, com entrevista no consulado na maioria dos casos; o agendamento pode levar de semanas a meses, então é a primeira coisa a resolver. Na loja a gente orienta o pedido.
Tem voo direto de Belo Horizonte?
Para Miami, não: o voo faz uma conexão, em geral em São Paulo ou em Campinas, e a viagem inteira leva de onze a dezesseis horas. Em algumas épocas a Azul voa direto de Confins para Fort Lauderdale, a uma hora de Miami, e a consultora confere se tem nas suas datas.
Quantas noites ficar?
Sete noites dão conta de praia, compras, Downtown e um passeio grande; com dez entra Orlando ou Key West com uma noite. Menos de cinco não compensa o voo.
Miami ou Orlando?
Miami é praia, cidade e compras; Orlando é parque. Família com criança costuma fazer os dois, e a consultora vê se compensa começar por Orlando ou por Miami, conforme o voo; casal e amigos fazem Miami só, ou Miami com Key West.
Precisa alugar carro?
Em South Beach, não: praia, restaurantes e lojas a pé, e aplicativo para o resto. Para outlet, Everglades, Key West e Orlando, o carro compensa, e a consultora cota junto.
É bom para ir com criança?
É: praia de mar morno e em geral tranquilo, com bandeira para a correnteza, os Everglades com os jacarés, o passeio de barco, os shoppings e Orlando ali perto. A consultora procura hotel com quarto em que caiba a família toda, e em Miami isso é comum.