Como é a viagem
De Confins sai voo direto para Lisboa, da TAP, que leva cerca de nove horas; também há opções com conexão em São Paulo ou no Rio, que às vezes saem mais em conta, com a viagem inteira entre doze e dezesseis horas. O aeroporto de Lisboa fica dentro da cidade, a uns 20 minutos de transfer dos hotéis do centro. Dez noites é a medida mais comum: cinco em Lisboa, com Sintra e um dia de Fátima, e cinco no Porto, com o Douro. Com uma semana, dá para Lisboa e Porto sem pressa e sem bate-volta longo. Entre as duas cidades o caminho é de trem, o Alfa Pendular, que vai de Lisboa à estação de Campanhã, no Porto, em cerca de três horas.
Lisboa, de perto
Belém: a Torre de Belém, o Mosteiro dos Jerônimos, o Padrão dos Descobrimentos e os pastéis de Belém, na fábrica que faz a receita desde 1837. Meio dia, de preferência de manhã, porque a fila do mosteiro cresce ao longo do dia.
Alfama e o Castelo: o bairro mais antigo da cidade, de ruas estreitas e escadas, com a Sé, o Castelo de São Jorge lá em cima e os miradouros de Santa Luzia e das Portas do Sol. À noite, é na Alfama e no Bairro Alto que ficam as casas de fado.
Baixa e Chiado: a Praça do Comércio, a Rua Augusta com o arco, o Elevador de Santa Justa e, subindo, o Chiado, com as livrarias, os cafés e as lojas. O bonde 28 passa por boa parte disso, mas vive cheio: vale pegá-lo cedo, no começo da linha.
Parque das Nações: a Lisboa moderna, à beira do Tejo, com o Oceanário, que é dos melhores da Europa e agrada muito a quem vai com criança, e o teleférico ao longo do rio.
Passeios que valem
Sintra: o Palácio da Pena, colorido no alto da serra, a Quinta da Regaleira, com o poço iniciático, e o centro histórico com os travesseiros da Piriquita. Fica a uns 40 minutos de trem de Lisboa; é dia inteiro, e dá para voltar por Cascais, à beira-mar.
Fátima: o santuário das aparições de Nossa Senhora aos três pastorinhos, em 1917, a hora e meia de Lisboa, com a Capelinha das Aparições, a Basílica de Nossa Senhora do Rosário e a procissão das velas, que desde 2025 acontece todas as noites. Muita gente nossa faz questão de ir, e quem tem mais tempo dorme lá. No mesmo dia cabem Óbidos, a vila murada, e Nazaré, com as ondas gigantes no inverno; com mais um dia, os mosteiros da Batalha e de Alcobaça.
Porto: a Ribeira, à beira do Douro, com as casas coloridas; a Ponte Dom Luís I, que se atravessa a pé; as caves do vinho do Porto, do outro lado do rio, em Vila Nova de Gaia, com degustação; a Livraria Lello, que cobra ingresso e tem fila; e a Estação de São Bento, com os azulejos. Duas ou três noites dão conta da cidade.
Vale do Douro: as vinícolas em socalcos ao longo do rio, a umas duas horas do Porto, com almoço e degustação nas quintas; dia inteiro, e é mais bonito de setembro a outubro, na época da vindima.
Algarve: o sul de Portugal, com as praias entre as falésias, Lagos, a gruta de Benagil vista do barco e as vilas de pescadores, a umas três horas de trem de Lisboa até Faro. Vale de junho a setembro, para quem quer juntar praia ao roteiro.
Onde ficar
Em Lisboa, os hotéis que mais indicamos ficam na Baixa, no Chiado e na Avenida da Liberdade: a pé de quase tudo, com metrô e bonde na porta. Lisboa é cidade de ladeira, e o hotel no plano evita subir morro todo fim de dia. Para quem prefere um lugar mais calmo, o Marquês de Pombal e as Avenidas Novas. No Porto, a Ribeira e os arredores da Avenida dos Aliados, para fazer tudo a pé. A consultora escolhe pelo seu perfil e avisa quando o quarto é pequeno, o que é comum nos prédios antigos do centro.
Comer e beber
O pastel de nata, quente, com canela; o bacalhau, de mil jeitos, com o à Brás e o com natas no topo da lista; o polvo à lagareiro; as sardinhas assadas, que em junho, nas festas dos Santos Populares, tomam as ruas de Lisboa; a bifana no pão; e, no Porto, a francesinha, um sanduíche com molho que vale a experiência. Para beber, o vinho verde, os tintos do Douro e do Alentejo e o vinho do Porto, nas caves de Gaia. Comer em Portugal sai em conta para os padrões da Europa, e a porção costuma ser generosa.
Quando ir
A primavera (abril a junho) e o começo do outono (setembro e outubro) são as melhores épocas: dias amenos, sol e menos fila. O verão é quente e é alta temporada, com o Algarve cheio; em Lisboa, junho tem as festas de Santo Antônio. O inverno, de dezembro a fevereiro, é chuvoso mas ameno, e raramente faz frio de verdade. Para Fátima, as grandes peregrinações são nos dias 12 e 13 de maio e 12 e 13 de outubro: a cidade lota e o hotel precisa ser reservado com muita antecedência.
Antes de ir
Brasileiro não precisa de visto para turismo de até 90 dias, mas precisa de passaporte válido por pelo menos três meses depois da volta e de seguro viagem com cobertura médica mínima de 30 mil euros, que é exigido para entrar na Europa e pode ser pedido na imigração. Desde o fim de 2025, a entrada e a saída são registradas no sistema eletrônico de fronteira da União Europeia, com foto e digitais. O ETIAS, a autorização eletrônica que a Europa vai passar a pedir, ainda não tem data para começar: a consultora orienta e confere com você o que vale na data da sua viagem. A moeda é o euro, a tomada é de dois pinos redondos e a voltagem é 230V.
O que a Oito resolve para você
O aéreo saindo de Confins, de preferência no voo direto; os hotéis em Lisboa, no Porto e onde mais o roteiro passar; o trem entre as cidades; o transfer do aeroporto; o dia de Sintra e o de Fátima, com guia em português se você preferir; o seguro viagem; e, se a ideia é juntar Espanha, França ou Itália, a ordem das cidades e os trechos entre elas. Você fala com uma consultora só, do orçamento até a volta, e, se precisar de alguma coisa durante a viagem, é só chamar pelo WhatsApp.
Perguntas frequentes
Quantos dias preciso para Portugal?
Dez noites é o mais comum, para Lisboa, Sintra, Fátima e Porto com calma. Com sete, dá para Lisboa e Porto; com doze ou mais, entra o Algarve ou uma esticada na Espanha.
Tem voo direto de BH para Lisboa?
Tem, da TAP, saindo de Confins, com cerca de nove horas de viagem. Em algumas datas a conexão em São Paulo sai mais em conta, e a consultora compara as duas opções.
Dá para juntar Portugal com a Espanha?
Dá, e é um pedido frequente aqui: Lisboa e Porto com Madri, Sevilha ou Barcelona, ligando as cidades de avião ou de trem.
Precisa de visto?
Não, para turismo de até 90 dias. Precisa de passaporte válido e de seguro viagem com cobertura mínima de 30 mil euros. A consultora confere os documentos com você antes do embarque.
Qual a melhor época para ir?
De abril a junho e em setembro e outubro. No verão fica mais cheio; no inverno chove mais, mas é ameno.